sábado, 18 de junho de 2016

Apresentação ENELIN - UFMA


O ENSINO DE INGLÊS COMO LÍNGUA FRANCA:
Perspectiva Intercultural
Marcia Letricia G. Barbosa*
A Língua Inglesa tem se apresentado como língua franca devido à expansão global e o lugar de destaque que ocupa nas relações sociais em face ao mundo pós-moderno (JENKINS, 2007; RAJAGOPALAN, 2011; BERNS, 2009). De maneira que, a concepção de língua franca/global/internacional/ leva a repensar as práticas ensino de inglês, uma vez que, o modelo de falante nativo como ideal de perfeição é colocado em xeque, o idioma deixa de ser propriedade restrita dos chamados ‘nativos’ e passa a ter funcionalidade para aqueles que a utilizam em suas mais diversas relações, se moldando as necessidades de seus usuários. Além disso, a mudança da concepção de uma língua estrangeira para uma língua franca repercute na escolha de variedades a serem ensinadas, no papel da cultura no ensino da língua e aspectos a serem considerados na correção linguística, o que demanda do professor uma postura crítica, reflexiva baseada em uma abordagem de ensino intercultural (SOUZA & FLEURI, 2003; ESTERMANN, 2010; MENDES, 2012; SIQUEIRA, 2013). Considerando tal realidade, a comunicação tem como proposta a discussão das implicações desse novo paradigma de inglês como língua franca para o ensino. Através dessas discussões, espera-se poder contribuir para compreensão das consequências do processo da globalização do mundo para a educação linguística brasileira, visando o desenvolvimento de posturas (docente e discente) mais críticas, sustentadas em uma perspectiva intercultural de ensino.

Palavras-Chave: Inglês como Língua Franca. Ensino de Língua Inglesa. Interculturalidade.



5 comentários:

Unknown disse...

Parabéns, Márcia!!! Adorei o tema do trabalho...as aulas do Sávio realmente nos ajudaram bastante, né?

Adriana Capuchinho disse...

Muito bem, Márcia. CAbe pensar, entretanto, que ainda estamos cercados pelo ideal do falante nativo. Por exemplo, vocÊs viram que na abertura da Jornada de Estudos Irlandeses houve a fala do então secretário da educação, Adão, exaltando o fato de Michele Gordon estar ministrando cursos de capacitação em LI para os professores do Estado. Isso como se eu mesma ou outro colega não pudesse fazer o mesmo com foco em pessoas do Tocantins. Ah, mas ela é americana e veio pela embaixada dos EUA... TEmos um longo caminho para descontruir esse senso comum que aprisiona o professor em um locus onde ele, não sendo nativo, não pode ser capaz de ensinar, tampouco o aluno da escola estadual no Tocantins pode ser capaz de aprender. Assim, a pergunta continua rodando: "PAra que aprender inglês, professor/a?"

Ah, um toque quanto ao post para blog. Trnsforme as palavras-chave em marcadores...

Unknown disse...

Marcinha, adorei seu trabalho. Parabéns !!!

Marcia Letricia disse...

Obrigada!!! Meninas!

Marcia Letricia disse...

Prof. Adriana, é fato que ainda temos um longo caminho na desconstrução do que Chimamada Adiche chama de "The Danger of a single story"... São estereótipos, ideias únicas, construídas a partir de uma única ótica...